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Thursday, June 01, 2006

Turno intermediário reduzido nas escolas de Manaus

Por Jussara Carvalho

Cerca de 32% das escolas municipais de Manaus reduziram o turno intermediário e a meta da Secretaria Municipal de Educação é diminuir ainda mais. A falta de organização e limpeza nas escolas são os principais fatores para que ocorra essa redução.
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O número de alunos matriculados nas classes que funcionam no turno intermediário nas escolas da rede municipal diminui em 32% nos últimos três anos, esses foram os dados revelados pela Coordenadoria de Planejamento da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).

Atualmente apenas 10% dos estudantes matriculados nas escolas municipais ocupam as classes do intermediário, um turno que recebeu essa nomenclatura porque os alunos que estão nessas salas de aula estudam das 10h30 às 14h30, com intervalo para o lanche de apenas 15 minutos.

Em 2004, 17% dos alunos da rede municipal estavam no intermediário. No ano passado, esse número caiu para 12%.

“O intermediário foi uma medida paliativa implantada em várias regiões a fim de atender a demanda de alunos que procuram o sistema público de ensino. Como o processo de construção de escolas é longo, os administradores optaram pela implantação dos turnos intermediários, o problema é que isso se alastrou por muitos anos”, disse o secretário municipal de Educação, José Dantas Cyrino Júnior.

Este ano, das 402 escolas municipais existentes nas zonas urbana e rural de Manaus, apenas 115 oferecem classes no turno intermediário. Há três anos, esse número era de quase 200 escolas.

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Redução do Intermediário

Redução do Intermidiário

A redução no número de classes do intermediário, segundo Cyrino, se deu em virtude da ampliação da rede física escolar que contemplou a construção, reforma e ampliação de 38 escolas nos últimos 15 meses.

Outros fatores que aparecem como favoráveis para a diminuição das classes de intermediário são as desapropriações de imóveis particulares que agora servem de sede para as instituições de ensino do município.

Um exemplo de desapropriação que teve resultado positivo foi o caso da Escola Municipal Miguel Arraes, no Mutirão. A nova unidade que iniciará as aulas esta semana vai funcionar com 15 salas de aula e receberá mais de 800 alunos que até o ano passado, estudavam nas classes de intermediário de outras duas escolas de Ensino Fundamental da zona Norte, Jarlece Zaranza e Ulisses Guimarães.

Ainda na zona Norte, a Escola Municipal Marli Garganta também não oferece mais o intermediário. Em 2005, havia 10 turmas que em março deste ano foram remanejadas para três escolas na mesma região, Rosina Araújo, Jornalista Sabá Raposo e Antônio Moraes.

“Com o intermediário a escola funcionava em quatro turnos. Era um sufoco para todos os funcionários e principalmente para os alunos. Comprometia todo o processo de ensino-aprendizagem. Com a retirada do intermediário, estamos mais aliviados e cumprindo a carga horária exigida”, declarou a diretora da Escola Municipal Marli Garganta, Jaqueline Pinheiro.

Dentre as áreas da cidade que mais concentram escolas funcionando no intermediário está a zona Leste com 49 unidades de ensino. Em 2004, eram 73 escolas com alunos nos quatro turnos.

“É muito difícil encontrarmos local adequado para construirmos escolas, sobretudo na zona Leste, pois está tudo praticamente ocupado. Nas novas obras, estamos aproveitando as doações das comunidades”, disse a arquiteta da Semed, Angélica Vieira.

Nas zonas Oeste, Sul e Centro-Sul somente seis escolas oferecem classes de intermediário.

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Rendimento comprometido


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Rendimento comprometido

Se por um lado o intermediário ajuda a conter o número de alunos fora da escola, por outro causa vários prejuízos à vida escolar, uma vez que compromete a carga horária mínima estabelecida pela legislação educacional que assegura 200 dias letivos e 800 horas aula para o Ensino Fundamental. Com o intermediário os alunos chegam a perder até uma hora diariamente.

“Os problemas com o intermediário são vários. Tudo fica comprometido. Do preparo da merenda à limpeza das salas, pois o intervalo é curto e muitas vezes não dá tempo de preparar a escola para que os alunos do intermediário sejam recebidos para as aulas. Existe também a questão da hora livre, em que os professores trabalham as regras, os limites. Com as turmas do intermediário a atividade fica inviável”, declarou a gerente de Educação Infantil da Semed, Vanderlete Pereira.

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