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Thursday, June 01, 2006

Campanha de vacinação contra poliomilite


Por Djeane Libório

A vacina, não existe contra indicação absoluta para aplicação da vacina oral a poliomielite. A vacina possui segurança bem estabelecida e reações adversas associadas a elas são raras.
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No próximo dia 10 de junho o Ministério da Saúde, estados e municípios realizarão a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, cuja meta é vacinar mais de 17 milhões de crianças de zero a cinco anos.

A expectativa é de cada unidade federada atinja o mínimo de 95% de cobertura vacinal em pelo menos 80% dos municípios de sua área de abrangência. O objetivo é manter erradicada a poliomielite no Brasil.

Com o Slogan “O seu filho quer duas gotinhas de sua atenção”, a campanha, que tem sua segunda etapa em 26 de agosto, contará com 340 mil pessoas mobilizadas, entre profissionais de saúde e voluntários, em 117 mil postos de vacinação.

As vacinações em massa têm assegurado a ausência de notificação de casos no Brasil desde 1989. Para garantir o transporte das equipes, estarão disponíveis 42,8 mil automóveis, 588 embarcações e quatro aeronaves, essenciais em áreas de trabalho de difícil acesso, como a Amazônia.

Para atender a demanda do país, 26,6 milhões de doses da vacina contra a poliomielite foram adquiridas pelo Ministério, totalizando um investimento de R$ 10,1 milhões. Além disso, R$ 6,2 milhões serão repassados aos estados e municípios para a operacionalização da campanha.

A poliomielite ou "paralisia infantil" é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro clássico de paralisia flácida de início súbito. Acomete em geral os membros inferiores. A doença foi de alta incidência no país em anos anteriores e deixou, ao longo dos anos, centenas de pessoas com deficiência física.

DADOS:

Em 1994, o Continente Americano recebeu da OMS - Organização Mundial de Saúde - o reconhecimento pela erradicação da transmissão autóctone da doença. Os países do Pacífico Ocidental receberam o reconhecimento em 2000 e a Europa, em 2002. Em 2006, a estratégia contra a poliomielite no Brasil completa 26 anos de existência.

Turno intermediário reduzido nas escolas de Manaus

Por Jussara Carvalho

Cerca de 32% das escolas municipais de Manaus reduziram o turno intermediário e a meta da Secretaria Municipal de Educação é diminuir ainda mais. A falta de organização e limpeza nas escolas são os principais fatores para que ocorra essa redução.
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O número de alunos matriculados nas classes que funcionam no turno intermediário nas escolas da rede municipal diminui em 32% nos últimos três anos, esses foram os dados revelados pela Coordenadoria de Planejamento da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).

Atualmente apenas 10% dos estudantes matriculados nas escolas municipais ocupam as classes do intermediário, um turno que recebeu essa nomenclatura porque os alunos que estão nessas salas de aula estudam das 10h30 às 14h30, com intervalo para o lanche de apenas 15 minutos.

Em 2004, 17% dos alunos da rede municipal estavam no intermediário. No ano passado, esse número caiu para 12%.

“O intermediário foi uma medida paliativa implantada em várias regiões a fim de atender a demanda de alunos que procuram o sistema público de ensino. Como o processo de construção de escolas é longo, os administradores optaram pela implantação dos turnos intermediários, o problema é que isso se alastrou por muitos anos”, disse o secretário municipal de Educação, José Dantas Cyrino Júnior.

Este ano, das 402 escolas municipais existentes nas zonas urbana e rural de Manaus, apenas 115 oferecem classes no turno intermediário. Há três anos, esse número era de quase 200 escolas.

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Redução do Intermediário

Redução do Intermidiário

A redução no número de classes do intermediário, segundo Cyrino, se deu em virtude da ampliação da rede física escolar que contemplou a construção, reforma e ampliação de 38 escolas nos últimos 15 meses.

Outros fatores que aparecem como favoráveis para a diminuição das classes de intermediário são as desapropriações de imóveis particulares que agora servem de sede para as instituições de ensino do município.

Um exemplo de desapropriação que teve resultado positivo foi o caso da Escola Municipal Miguel Arraes, no Mutirão. A nova unidade que iniciará as aulas esta semana vai funcionar com 15 salas de aula e receberá mais de 800 alunos que até o ano passado, estudavam nas classes de intermediário de outras duas escolas de Ensino Fundamental da zona Norte, Jarlece Zaranza e Ulisses Guimarães.

Ainda na zona Norte, a Escola Municipal Marli Garganta também não oferece mais o intermediário. Em 2005, havia 10 turmas que em março deste ano foram remanejadas para três escolas na mesma região, Rosina Araújo, Jornalista Sabá Raposo e Antônio Moraes.

“Com o intermediário a escola funcionava em quatro turnos. Era um sufoco para todos os funcionários e principalmente para os alunos. Comprometia todo o processo de ensino-aprendizagem. Com a retirada do intermediário, estamos mais aliviados e cumprindo a carga horária exigida”, declarou a diretora da Escola Municipal Marli Garganta, Jaqueline Pinheiro.

Dentre as áreas da cidade que mais concentram escolas funcionando no intermediário está a zona Leste com 49 unidades de ensino. Em 2004, eram 73 escolas com alunos nos quatro turnos.

“É muito difícil encontrarmos local adequado para construirmos escolas, sobretudo na zona Leste, pois está tudo praticamente ocupado. Nas novas obras, estamos aproveitando as doações das comunidades”, disse a arquiteta da Semed, Angélica Vieira.

Nas zonas Oeste, Sul e Centro-Sul somente seis escolas oferecem classes de intermediário.

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Rendimento comprometido


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Rendimento comprometido

Se por um lado o intermediário ajuda a conter o número de alunos fora da escola, por outro causa vários prejuízos à vida escolar, uma vez que compromete a carga horária mínima estabelecida pela legislação educacional que assegura 200 dias letivos e 800 horas aula para o Ensino Fundamental. Com o intermediário os alunos chegam a perder até uma hora diariamente.

“Os problemas com o intermediário são vários. Tudo fica comprometido. Do preparo da merenda à limpeza das salas, pois o intervalo é curto e muitas vezes não dá tempo de preparar a escola para que os alunos do intermediário sejam recebidos para as aulas. Existe também a questão da hora livre, em que os professores trabalham as regras, os limites. Com as turmas do intermediário a atividade fica inviável”, declarou a gerente de Educação Infantil da Semed, Vanderlete Pereira.

Boi Garantido vai em busca de patrocínio



Por Caroline Moraes

A importância do Festival Folclórico de Parintins para a economia do município tem levado os bumbas a irem atrás de investimentos que garantam uma festa digna de ser chamada de um dos maiores espetáculos da terra. Mas essa tarefa árdua torna-se um dos principais desafios de quem está a frente das associações folclóricas.

O presidente da Associação Folclórica Boi Bumba Garantido, Vicente Matos, em entrevista concedida aos alunos de jornalismo da Nilton Lins, na sede do Movimento Amigos do Garantido (MAG) comentou sobre os investimentos e o seu compromisso com a comunidade do boi.

Vicente Matos, chegado recentemente de São Paulo onde foi em busca de recursos e acertar detalhes para a compra de materiais que serão usados na confecção das alegorias de 2006.

Segundo ele, como acontece todos os anos, parte da matéria prima, principalmente as penas serão comprada em São Paulo, devido ao grande número de opções de importadoras, principalmente da Ásia que é forte na produção de animais com essa finalidade.

Vicente que já foi diretor financeiro do boi na gestão anterior explica que se mantiver o empreendendorismo de uma boa administração na questão financeira do boi, como foi realizado na gestão passada, daqui há a três anos o Garantido estará com as contas em dia.


NL - O Boi Garantido recebeu recursos para este ano, de quais patrocinadores?

VM – Até o momento, somente a Coca Cola fez o repasse de 90% do contrato firmado com o boi esse ano. Outros parceiros estão sendo esperados por nós, para que efetivem o repasse até porque nos já estamos na contagem regressiva para o festival, e os recursos são necessários para que façamos o boi com antecedência e fazendo o boi com antecedência demanda recursos, até porque nós só temos uma despesa fixada que é para cobertura da expectativa e que até agora não foi confirmada no repasse dos parceiros, então nós estamos nesta expectativa.

NL - Como está à questão das dividas do Garantido?

VM - Nos últimos três anos da gestão passada o boi não ficou devendo nada a ninguém, mas ainda temos débitos a partir de 2002 e que continuam sendo negociados, de pessoas que estão recorrendo ao poder judicial para reaver os créditos concedidos ao boi em anos anteriores, e isso tem nos preocupado bastante, porque a qualquer momento somos tomados de surpresa por liminares que impedem de entrar novos recursos para o boi e, o mais interessante é que isso vem ocorrendo na fonte do patrocínio. Eles se constrangem com a liminar e, com isso, não há como repassar os recursos. Isso é constrangedor tanto para o parceiro quanto para nós que ficamos “na mão” com valores que poderíamos contar. Esses são problemas que o boi continua a enfrentar.

NL - Em oito meses na administração do Garantido, o que houve de reforma na estrutura física e social?

VM - Começamos a obter frutos dos esforços através da recuperação de parte do patrimônio físico do boi da Cidade Garantido, o qual fizemos a reforma do trapiche (porto) que era um pleito dos associados. A recuperação de um galpão que estava com o teto no chão há seis anos e atualmente estamos trabalhando a parte social do boi. Temos definido pelo Governo assegurado o financiamento do patrocínio da escola de arte denominada “Aldeia da Arte” direcionada prioritariamente aos filhos dos sócios na faixa etária de 8 a 18 anos incompletos. Inicialmente contemplamos cerca de 250 crianças com esse projeto que iniciamos em maio.

NL - Como é trabalhar com uma organização que não tem uma receita fixa?

VM - Temos tentado valorizar primeiramente o sócio dentro das nossas possibilidades, sabemos que a associação tem gastos, chamamos de custo fixo as despesas do ano todo e que não tem uma receita. O sócio do Garantido não contribui mensalmente com a associação, então qualquer organização que tenha despesa e não tenha receita, vive momentos complicados e a gente tem tentado não deixar, por exemplo, que a água seja cortada ou que a Cidade Garantido (Curral) não fique sem o fornecimento de energia.

O senhor tem uma visão ampla sobre a parte financeira e econômica do boi. O destaque e o crescimento do município se deve ao Festival?

VM - Sabemos da importância do Garantido assim como a do Caprichoso para a economia de Parintins. Na minha opinião, o sustentáculo econômico é realmente o Festival Folclórico realizada pelas duas associações folclóricas, porque o festival não se resume apenas em Garantido e Caprichoso, ele
tem ainda as quadrilhas de São João e as danças regionais.

NL - Como é administrar uma associação cultural?
Tudo que vai para Parintins, principalmente na área de estrutura ocorre em razão da festa, temos essa compreensão e o compromisso de fazer o melhor. Embora não seja fácil, enfrentamos várias barreiras, é difícil manter uma boa gestão à frente de uma associação folclórica. Agora, quando há o comprometimento com a terra, cultura e o povo, você consegue fazer um bom trabalho.

Programa "Adote um Parque"

Por Luana Lima

Em Manaus o projeto começa a ser posto em prática pela Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), que convida a população de Manaus a cooperar pela causa da preservação ambiental.
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Visando conseguir recursos para a manutenção, melhoria e expansão de áreas protegidas do município e áreas de preservação permanente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) começou a fechar, na prática, as parcerias do Projeto de Lei sobre a criação do Programa “Adote um Parque no Município de Manaus”.

A Câmara Municipal de Manaus ainda não votou o Projeto de Lei que foi encaminhado no ano passado por iniciativa do Executivo Municipal. O processo de adoção das áreas, realizado mediante um termo de cooperação, pode ser feito por pessoas físicas ou jurídicas interessadas e engajadas na causa da preservação ambiental.

Os recursos financeiros arrecadados serão depositados em conta específica do Fundo Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDM) e somente será aplicado nas atividades deste projeto.

A primeira empresa interessada na adoção de um parque foi a Thompson Multimídia Ltda, que assinou em abril, o Termo de Cooperação, comprometendo-se em realizar os serviços de implantação, conservação e manutenção do canteiro de retorno situado na entrada do Conjunto Manôa (Zona Norte). Também em abril, o representante da Vivax visitou a Secretaria com a mesma finalidade.

Ao firmar o Termo de Cooperação, as empresas que adotarem áreas protegidas do município poderão veicular a marca da empresa nas áreas, utilizando-a como instrumento de promoção, publicidade e propaganda, que devem atender aos objetivos ambientalistas da área protegida adotada.

A adoção poderá ser feita também por Compensação Ambiental (Tacas), determinada pela Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias do Estado (Vemaq) e pelo Ministério Público ou pela própria Semma como forma legal para reparação ambiental de danos a áreas degradadas.

A título de compensação ambiental, a empresa Acesso Informática, deverá executar um projeto elaborado pela Semma para a criação de uma praça na área verde do Conjunto Pindorama, bairro do Parque Dez de Novembro (zona Centro-Sul).

Ações como estas enfatizam principalmente a implantação, reabilitação ou manutenção de áreas verdes e arborização de vias. Entre os principais obstáculos ao programa, configuram-se a falta de fiscalização eficiente da prefeitura, trazendo como conseqüência a insatisfatória manutenção das áreas adotadas e o número insuficiente de técnicos da Semma para acompanhar o desenvolvimento do projeto.